Em Goioerê, Rotary promove atendimento em PediaSuit para a APAE

Imagine ter que se deslocar 120 km de distância para possibilitar aos filhos o atendimento em PediaSuit na cidade de Cascavel, local mais próximo de Goioerê. Esta era a realidade de algumas famílias, que além de lidar com a distância e tempo de estrada, precisavam encarar também os custos para ter acesso a esse tratamento.

Este cenário mudou, assim que os rotarianos do Rotary Club de Goioerê-União Atitude tiveram conhecimento das necessidades da APAE do município. “Soubemos que as famílias de Goioerê precisavam ir até Cascavel para ter acesso ao tratamento, algumas conseguiram até através de ordem judicial. A APAE é referência em Educação Especial para toda a região e por isso decidimos investir no projeto do PediaSuit junto à Fundação Rotária”, fala o rotariano Ewerton Batista.

Os profissionais que atuam diretamente com o Pediasuit na APAE de Goioerê passaram por treinamentos e cursos para que ele seja aproveitado em sua total plenitude. O equipamento é uma espécie de veste que consiste em colete, touca, shorts, joelheiras, calçados e um sistema de elásticos ajustáveis, posicionados para reproduzir a musculatura, alterando o tônus, funcionando como uma estrutura elástica externa, promovendo uma melhora da postura e dos movimentos.

Com investimento de R$ 155 mil, o projeto recebeu também o aporte do Rotary Club de Mayiladuthurai, da Índia, e fornecerá o tratamento para os alunos, visando na melhora da sua qualidade de vida, na possibilidade do avanço do seu quadro motor, propiciando equilíbrio e coordenação. O projeto, intitulado, Reabilitando Vidas, foi entregue para a APAE no dia 24 de agosto, com a presença do governador distrital Edgar Silvestre (Deca).

Graziella Gorri Pareja Evangelista, diretora da APAE de Goioerê, agradece ao Rotary e todos os parceiros. “Este projeto vai proporcionar um diferencial para nossos atendimentos”.

“Maria é uma criança tranquila, mas como tem uma paralisia muito grave, ela é bem limitada, não senta, não anda, enxerga muito pouco. É uma luta diária”, fala a mãe Cristiane Aparecida Silva.

“Todo dia eu me levanto e penso que não vou desistir dela. Quando ela era bebê, a levei no neurologista e ele disse que ela ia vegetar. Antigamente, ela fazia a fisioterapia convencional. Há 9 anos ela é acompanhada em Cascavel, pois não tinha em Goioerê o PediaSuit e ainda tive que entrar na Justiça para conseguir”, explica Cristiane. Agora com este equipamento em Goioerê, a família não precisará mais se deslocar para outra cidade.

“Hoje, dentro da realidade dela, o tratamento com o PediaSuit trouxe uma qualidade de vida muito grande e consequentemente para nós também, pois ela melhorou muito”, comemora a mãe.

 

 Larissa Nakao - Comunicação Corporativa

 

 

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